sábado, 7 de agosto de 2010

Lupéluco I - Os rubis

Em muitas das vezes eu acredito em contos de fadas. Que de uma hora a outra, uma das minhas amizades por dar certo como relacionamento sério e durasse eternidade adentro, ou, ainda, que um príncipe encantado montado num cavalo branco possa bater à minha porta – não precisava ser um príncipe, sendo amável já me bastava...

eu abri aqui o livro, Lupéluco

Acordava, molhada pelas gotas grossas da chuva, olhava para cima, via as estrelas entre as árvores. Levantava-se, ainda atordoada e colocava-se a caminhar, com seus pés descalços. Não lembrava-se do porque estava assim; sujava-se pouco a pouco, conforme caminhava na terra molhada. – As flores, tão delicadas, desmanchavam-se na carregada chuva – Notava-se de algo estranho, como se alguém a observasse, ainda andando; olhava para os lados, temerosa. Já era difícil enxergar a noite, imagine com uma chuva daquelas e sua cabeça atormentando-te conforme você tentava raciocinar.

Mas afinal, o que estava acontecendo? – Continuava a caminhar e caminhar, quando num de seus momentos de observação lenta e contínua, ela virava o rosto para frente, e entre os cabelos ruivos e molhados frente ao olhos, via aqueles avermelhados rubis, tão brilhantes, sedentos e assustadores. Pensou em correr, no início, pensou em gritar, pensou... Mas nada correspondia a seus comandos naquele instante, estava encantada, em transe, o que lhe dava uma péssima sensação de morte - Não havia nada para se lembrar, não havia porque chorar, não havia - ficava apenas a olhar aqueles rubis.

- Me parece perdida. – Disse o dono das gemas, não podia deixar de notar sua voz, aveludada e hipnotizadora. – E-e... – Tentava dizer, mas ele a impedia levando o indicador sobre seus lábios – Pegará um resfriado se ficar aqui. – E a pegara no colo, ainda imóvel, foi aí que ela notou, que estava impossibilitada de todo e qualquer movimento, não por ele, mas por fraqueza de sua própria carne, deixou ser levada, e no caminho sentia seus olhos puxarem, pesados, e como um bebê, dormia, deixando-se inerte ao bel prazer do rapaz.

1 contaminados adivertem:

reaglexb disse...

Gostei muito do seu blog ^^ sempre q puder eu venho ler alguma coisa :D continua escrevendo (ah, gostei mto da música tbm) -Pixel