E por mais que eu tente, e por mais que percistam, eu não sou uma princesa.Era um mundo de contos de fada, claro, sempre foi, era colorido e bonito, mas não era assim pra mim. Eu não tinha um principe galante no final do livro, e lá não estava " viveram felizes para sempre".
Deveria ser por isso que admirava tanto aquele escritor francês, morte, sangue, sofrimento, nunca um final feliz como nas falsas notas dos irmãos escritores. Sempre e sempre acontecendo catástrofe atrás de catástrofe, vida vadia, bandida.
Agarravá-me a você, por proteção, mas três páginas antes do meu fim veio o seu. O sangue real não me foi sedido, não era nada, além de nada. Eu tentei por tantas vezes escrever meu próprio destino, controlá-lo. Estava tudo certo, até que você apareceu na minha vida, como uma maldição, despedaçou meu conceito e quebrou minhas regras, veio como uma avalanche, derrotou minhas barreiras e me disse ao pé do ouvido as palavras que eu proíbi. Porque você, porque desse jeito? Tão nobre cavalheiro, tão disperso e tão galante, veio e me devorou as palavras.
Era apenas um cavalheiro, ou não.
Lhe proíbo de me invadir deste jeito, eu não sou nobre pra você.
Eu lhe pediria para sair da minha vida, mas agora que esta nela de forma tão intensa, fique aí mesmo. Eu lhe odeio por isso, mas eu lhe amo, e não posso fazer nada contra.

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