sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Falsa liberdade prejudicial;


Não pensava eu o frio era tão úmido, nem que a neve era tão gelada.

Quando eu a olhava pela janela, pareciam ser meros flocos de algodão, com o enchimento de meus bichinhos de pelúche.

Não havia percebido isto, e acho que nunca deveria aprender.

A corrente que prendia meu tornozelo a bola de chumbo não me permitia ver a janela.

Com a fraqueza de meus ossos eu não conseguia nem segurar livros de uma maneira correta, minha postura já era comprometida para alcançar prateleiras mais altas.

Eu realmente queria voltar de onde eu vim, não quero mais ser livre. Minha vida se resume ao quarto que eu sempre vivi, e dele não quero mais sair.

Adentrar por ele e ver que todas as alegrias em livre ar que vivi foram vãs, doem.

Mas é uma dor que vou ter que conviver para o resto de minha vida.

Enquanto não tenho lugar para ficar, vou ficar aqui, com a porta aberta, para ver se o ar quente por ali irá entrar...

1 contaminados adivertem:

Kuяoмι Mαякgяαf disse...

que lindo maneenha!
*o* (um pouco triste, mas lindo)