
Chego mais cedo na escola e sento na escada, ali, perto do portão de entrada, de onde escuto aleatoriamente histórias. Não são protagonistas de novelas, não apresentam programas hipócritas na TV, não fazem comerciais, não são modelos ou coisa do gênero.
São figurantes do grande jogo da vida, lutando por um único ideal, Sobreviver. Sobrevivendo, lutando e querendo; assim vão vivendo as pessoas da minha escada, eu sento ali e escuto discussões, sendo elas alegres ou tristes, eu escuto, todas elas, sem pestanejar.
Os contadores de história são anônimos, eu não sei quem eles são e nem eles sabem que eu sou. Eu escrevo sobre eles, pois apesar de protagonizarem escondidos, me trazem lições de vida todos os dias.
Recolho no meu baldinho, todas as coisinhas ali derramadas e vou juntando assim, no meu painel, colando pedaço por pedaço, deixando uma bela moldura branca colorida e cheia de lições.
Agradeço a todos vocês, que sem querer estão me ajudando a levantar de manhã.

1 contaminados adivertem:
Alguém disse alguma coisa sobre aprender com os erros dos outros porque não há tempo na vida para cometê-los todos.
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